O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deixou claro: o partido vai trabalhar para barrar no Congresso a PEC que acaba com a escala 6×1. Em encontro com empresários, chamou a proposta de “bomba para o país” e reforçou a defesa dos interesses patronais. Para ele, dar mais folga ao trabalhador seria “prejudicar a economia”.
Na mesma linha, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, também atacou a PEC, dizendo que a medida oneraria o consumidor e seria “danosa para o setor produtivo”. O empresariado já se mobiliza contra o projeto, enquanto o governo Lula tenta avançar com a pauta, considerada prioridade para 2026.
A proposta prevê jornada máxima de 40 horas semanais e mais folgas, com alternativas como a escala 5×2. Experiências já adotadas em algumas empresas mostram ganhos de produtividade e redução de faltas e afastamentos. Mas setores empresariais insistem em manter o trabalhador preso ao modelo exausto e ultrapassado.
Posição editorial
A fala de Valdemar Costa Neto escancara a lógica de um sistema que privilegia o lucro e despreza a dignidade do trabalhador. Defender a escala 6×1 é defender a exploração. O discurso de que dar mais folga “quebra a economia” é chantagem política: quem sustenta o país é o trabalhador, não o patrão. A PEC é um passo civilizatório, e barrá-la é escolher o atraso.
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