O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quinta-feira (17) o reajuste de 15% anunciado pelo governo Lula para o Bolsa Família. A medida eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e começa a ser paga em outubro, a poucos dias do primeiro turno das eleições.
Marinho questionou o momento do anúncio e afirmou que dinheiro público não deveria ser utilizado como instrumento eleitoral. Também criticou a política fiscal do governo, o endividamento e medidas como aumento de impostos, juros e inflação. As afirmações são posicionamentos políticos do senador e não representam, por si só, comprovação de irregularidade na medida.
O governo, por sua vez, sustenta que o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada e será realizado dentro do espaço fiscal previsto. Segundo o Ministério do Planejamento, o INPC acumulado desde o início do programa até agosto de 2026 chegou a 15,04%, enquanto especialistas ouvidos pela imprensa afirmaram que uma correção pela inflação, sem ganho real, pode ser realizada durante o período eleitoral.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro também fez críticas a Lula, ao ministro Alexandre de Moraes e a outros integrantes do cenário político, além de afirmar que o eleitorado não seria enganado pelo governo. Marinho ainda declarou que, em sua avaliação, o resultado das urnas levaria Lula à aposentadoria política. As declarações refletem a posição do senador e devem ser diferenciadas dos fatos objetivos sobre o reajuste. Os envolvidos e demais citados terão assegurados o direito de resposta, o contraditório e a ampla defesa.
Imagem: Bnews.



