Segundo o site BNews, a indicação política direta, falta de chamamento público e plano de trabalho considerado inadequado. Essas são algumas das irregularidades apontadas em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a aplicação de R$ 1,25 milhão em emendas parlamentares destinadas ao Governo da Bahia e repassadas à Associação Afoxé Filhos de Gandhy, tradicional bloco do Carnaval de Salvador.

O documento, ao qual a reportagem teve acesso, indica que os recursos foram transferidos por meio das chamadas “emendas Pix”, enviadas em 2023 pelos deputados federais Jorge Solla (PT) e Daniel Almeida (PCdoB). Solla destinou R$ 850 mil em duas emendas, enquanto Almeida repassou R$ 400 mil em uma única indicação.

Os valores chegaram à entidade por meio de quatro termos de fomento vinculados às secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e da Cultura (Secult). Segundo os registros, os recursos seriam utilizados para ações culturais ao longo de 2023, incluindo eventos do movimento negro, ensaios abertos do bloco, estruturação de projetos criativos e aquisição de equipamentos audiovisuais.

O relatório da CGU, no entanto, levanta questionamentos sobre a forma como esses repasses foram operacionalizados, especialmente no que diz respeito à transparência, critérios de चयन e consistência dos planos apresentados.

Procurados, os citados têm espaço aberto para manifestação. Até o momento, não há registro público de defesa formal anexada ao relatório analisado. O espaço segue garantido para esclarecimentos e eventuais contrapontos.

 Imagem reprodução: BNews.