O deputado Rogério Correia (PT-MG) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) com representações que colocam o ex-governador Romeu Zema e empresas de seu grupo familiar sob suspeita. As informações foram divulgadas pela revista Revista Fórum.

Os pedidos citam possíveis irregularidades em contratos públicos na educação, além de denúncias trabalhistas e práticas financeiras sob questionamento. Um dos pontos envolve contratos que somam cerca de R$ 848,8 milhões para fornecimento de material didático em Minas Gerais, firmados com a empresa Fazer Educação (antiga Sudu Tecnologia Educacional).

Segundo a representação, o volume dos contratos, o uso de atas de registro de preços e possíveis falhas no planejamento pedagógico levantam dúvidas sobre a execução e a legalidade dos acordos. O deputado também menciona que a empresa já teria sido alvo de apurações em outro estado, o que, segundo ele, justificaria análise mais aprofundada.

Outra frente trata de denúncias trabalhistas envolvendo motoristas ligados ao grupo empresarial em Araxá (MG). Documentos enviados ao MPT apontam indícios de jornadas de até 19 horas diárias, situação que pode configurar condição análoga à escravidão, conforme a legislação brasileira — caso confirmada após apuração.

As representações também foram encaminhadas ao Banco Central do Brasil, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ampliando o alcance das análises.

Até o momento, Romeu Zema, o governo de Minas Gerais e as empresas citadas não se manifestaram publicamente sobre o conteúdo das denúncias. O caso agora depende da avaliação dos órgãos competentes, que decidirão sobre eventual abertura de investigações formais.

 Imagem reprodução: BNews.