O caso do soldado Paulo dos Anjos, da 57ª CIPM, escancara a contradição dentro da corporação. Mesmo após a comissão responsável recomendar o arquivamento do processo, ele se apresentou nesta segunda-feira (6) para cumprir 15 dias de detenção.

A comissão havia concluído que não houve irregularidade, já que o policial atuava como representante da categoria e não violou a legislação. Ainda assim, a decisão final ignorou o parecer técnico e determinou a punição.

Dos Anjos acumula 23 anos sem promoção, situação que ele atribui à perseguição política. O processo o acusa de incitar rebelião e de críticas ao então governador da Bahia, baseadas em postagens e entrevistas durante greves da PMBA em 2019 e 2021.

A detenção o afastará da família no aniversário de um ano do filho, fato que intensifica a revolta entre colegas e reacende críticas sobre a falta de valorização dos profissionais da segurança pública no estado.

Imagem: Alô Juca.