A reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, nesta quarta-feira (8), virou palco de confronto entre as deputadas Rosana Valle (PL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP). O bate-boca escancarou a polarização e levantou debates sobre respeito e limites no discurso político.
Rosana criticou a condução da comissão e acusou o colegiado de ser “espaço de militância ideológica”. Ao elevar o tom, disparou: “Enquanto mulher, na condição de mulher, a senhora não me representa”. A parlamentar ainda insinuou recorrer à Lei Maria da Penha, alegando comportamento agressivo da presidente. A fala foi considerada transfóbica por colegas.
Erika Hilton, primeira mulher trans a presidir o colegiado, reagiu. Rejeitou ataques pessoais e reafirmou seu direito de fala: “Ninguém vai tirar o meu direito de falar enquanto deputada”. Ela também destacou sua trajetória: “Fui silenciada por muito tempo, e agora vou falar tudo aquilo que considero necessário”.
O episódio expôs não apenas divergências políticas, mas também o choque de visões sobre representatividade feminina e os limites da retórica parlamentar.
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