Em Valença, a revolta cresce entre taxistas e moto-taxistas. Eles denunciam a concorrência de dois tipos de transporte que não pagam taxas à prefeitura: o “ligeirinho” clandestino e os aplicativos.

O alvo das críticas é o vereador Cristiano do Táxi, eleito como representante da categoria. Segundo os profissionais, depois da vitória nas urnas ele virou “peso morto” e não defende mais os interesses da classe. Enquanto isso, o salário de vereador segue garantido todo mês.

Agora, em um movimento irônico, taxistas pedem união com os moto-taxistas para organizar uma manifestação. Querem pressionar pela legalização dos serviços clandestinos e de aplicativo.

O detalhe que causa indignação: em tempos passados, Cristiano do Táxi, supostamente teria sido o responsável por uma liminar que proibiu o serviço de moto-táxi na cidade. Hoje, os mesmos taxistas que apoiaram a proibição buscam justamente os moto-taxistas para protestar.

Posição Editorial

Cristiano do Táxi precisa se explicar. A categoria que o elegeu se sente abandonada, e a contradição histórica pesa contra ele. O silêncio não é opção: com a palavra, o vereador.


Imagem: Rede social Instagram.