Um ofício da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Bahia, datado de 3 de março de 2026, acendeu alerta entre jornalistas em Feira de Santana. O documento determina que informações sobre ações da corporação sejam divulgadas apenas pela assessoria ou por autoridades previamente autorizadas.

As normas incluem restrições à circulação de repórteres em unidades policiais, entrevistas sem alinhamento prévio e acompanhamento de operações externas. A justificativa oficial seria preservar investigações e proteger a imagem de policiais.

Feira de Santana aparece como ponto crítico, com sugestão de limitar ainda mais o acesso da imprensa nos complexos policiais. A medida foi recebida com preocupação pelo Sindicato dos Profissionais de Rádio e TV, que classificou as diretrizes como possível cerceamento da atividade jornalística.

Representantes da imprensa se reuniram com a Polícia Civil para discutir os impactos. Segundo o sindicato, o coordenador regional da 1ª Coorpin admitiu que pode ter havido um equívoco e prometeu avaliar o caso. Até agora, não há posicionamento oficial sobre mudanças nas regras.

O episódio expõe a tensão entre transparência pública e controle institucional, levantando dúvidas sobre até onde vai o direito da sociedade à informação.

 Fonte: Site De Olho na Cidade e foto CP