Se fosse os "culhas" do Jegue, ninguém queria mamar.
Segundo o Blog do Pelegrini, Nepotismo é aquele fantasma que insiste em rondar a política brasileira. Em Valença, a história se repete: cargos públicos viram extensão da mesa de jantar, com parentes e agregados ocupando espaço que deveria ser da meritocracia.
É verdade: a gestão do prefeito Marcos Medrado não tem, até agora, a marca do nepotismo desenfreado. A primeira-dama na Secretaria de Ação Social segue a tradição de muitos municípios, prática permitida pela lei e já naturalizada pela política. O problema, porém, parece brotar nos corredores laterais do poder.
Corre na cidade que há vereador com a folha de pagamento transformada em árvore genealógica: mulher, filho, nora, mãe, tio… mais reunião de família do que administração pública. E aí o risco deixa de ser apenas político: vira jurídico. O Ministério Público já apertou a fiscalização e algumas exonerações mostram que a corda está esticando.
A pergunta é direta: o prefeito sabe desse festival de parentes? E mais — vai esperar o MP bater mais forte ou vai limpar a casa antes? Porque cargo público não é herança de família. Prefeitura não é árvore genealógica.




