A população de Taperoá, no Baixo Sul da Bahia, foi surpreendida por denúncias de supostas irregularidades no concurso público municipal, realizado na gestão da prefeita Kitty Guimarães (Avante) e do vice-prefeito Toinho.
O certame, que deveria garantir acesso democrático ao serviço público, virou alvo de questionamentos após candidatos denunciarem favorecimento a pessoas ligadas diretamente à administração. Entre os nomes apontados estão filhos da prefeita, familiares de secretários e aliados políticos que teriam obtido notas altas em circunstâncias consideradas “estranhas”.
Falta de transparência
Participantes relatam dificuldade para acessar informações oficiais, critérios obscuros de correção e ausência de respostas aos recursos. A discrepância nas notas entre salas de avaliação também levantou suspeitas de tratamento diferenciado.
Conflito de interesses
O caso mais grave envolve o cargo de Auditor Fiscal. O primeiro colocado, Laerte Guimarães, é marido da secretária de Governo, Daniele Magalhães, que integra a comissão organizadora do concurso. A ligação direta entre candidato e responsável pelo certame expõe um possível conflito ético e jurídico.
Fiscalização
Diante das denúncias, o caso foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que deve apurar indícios de violação dos princípios da impessoalidade e igualdade na administração pública.
Posição editorial
Concurso público não é balcão de negócios. Se confirmadas, as irregularidades em Taperoá representam um ataque frontal à democracia e à confiança da população. Transformar seleção em apadrinhamento político é perpetuar o atraso e a corrupção.
Imagem via Jornal À Tarde.



