Na política brasileira já vimos muitos “caras de pau”, mas o caso de Cairu chama atenção. O prefeito e seu grupo de vereadores aparecem em fotos oficiais como se fossem símbolos de progresso, enquanto denúncias de irregularidades se acumulam.
Moradores relatam aflição no Morro de São Paulo por falta de atendimento médico, mesmo com a cobrança de R$ 70 de taxa de acesso à ilha. Além disso, Cairu recebe repasses federais maiores que cidades como Valença, que tem quase 100 mil habitantes. Onde está esse dinheiro?
O cenário piora quando se observa quem acompanha o gestor: presidente de câmara acusado de enriquecer com contratos públicos e vereador que, em apenas um mandato, construiu patrimônio de mais de meio milhão de reais. Tudo isso em meio a suspeitas de empresas ligadas a parlamentares prestando serviços à prefeitura — prática proibida por lei.
Posição editorial
Cairu virou exemplo de como a política pode ser usada para sustentar privilégios e atrasar o desenvolvimento. Enquanto a população paga caro e sofre sem serviços básicos, gestores e aliados parecem transformar o poder em balcão de negócios. Isso não é gestão: é abuso contra o cidadão.
Autor: Bira Ninja - Jornalista DRT 6954 - BA
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